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PARA RELEMBRAR: OSSOS PRÉ HISTÓRICOS EM ITIÚBA-BA


PRÉ-HISTÓRIA - Ossadas que dizem ser de animais gigantes atraem curiosos.


O agricultor Manoel Marques Barbosa, 28 anos, exibe, como uma espécie de troféu, duas ossadas de um animal, que ele diz ter sido de um dinossauro. As ossadas foram encontradas no topo da Serra de Cajazeiras, uma elevação ao norte do município, com cerca de 600 metros de altura, a 19 km da cidade de Itiúba (378 km de Salvador), e estão espalhadas em um platô rochoso, de difícil acesso.

O que o agricultor Manoel guarda como uma relíquia na sua casa, na entrada do povoado de Ponta Baixa, tem atraído a curiosidade de muitos outros moradores. Segundo afirmam, desde o ano passado têm sido encontrados vestígios de ossadas que parecem ter sido de grandes animais, não só na Serra de Cajazeiras, mas também na Serra do Souza, esta mais próxima da cidade. “Não se assemelha a qualquer animal conhecido”, diz, mostrando um grande pedaço de osso achatado, calcificado, encontrado em meio a diversos outros pedaços espalhados no topo da serra.

Na Serra do Souza, boa parte das ossadas acabou servindo de alicerce de uma cerca de pedra, construída para represar água de um tanque, onde o gado costuma beber. No ano passado, o microempresário paulista Ciro Roberto Batista, em visita ao município, colheu algumas amostras e as levou para São Paulo. Outras ossadas teriam sido levadas por viajantes para Juazeiro e mesmo trazidas para Salvador.

Riqueza dos achados as buscas das primeiras ossadas nas serras que cercam a cidade de Itiúba começaram em 1950, quando lavradores estavam cavando um poço de mais de sete metros de profundidade, na Serra da Pindoba. Lá, encontraram grandes pedaços de ossos do que teria sido um animal de grande porte. Segundo conta o funcionário aposentado do IBGE, Robério Pinto Azeredo, 84 anos, no local também foi descoberta uma gruta com mais de 10 metros de profundidade. A região era habitada pelas tribos dos índios Pataxó e Kariacás. Em 1979, segundo explica Robério, algumas amostras das ossadas foram entregues a pesquisadores da Universidade Federal da Bahia. “Infelizmente, mesmo dizendo que iriam analisar os achados, não obtivemos mais respostas e a partir de então as pessoas começaram a levar os ossos para vários lugares”, disse. O ex-funcionário do IBGE é autor de dois livros – Histórias de Itiúba e do Padre Severo, e História, Geografia e Riquezas Naturais de Itiúba –, que falam da fundação do município e da sua topografia, com solos e formação rochosa ricos em cloreto de sódio.

(Transcrição de artigo publicado no jornal "A Tarde" de 04/04/2003)


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