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TV ITIÚBA

16 de março de 2013

Cardeal que participou de eleição do novo papa diz que pedofilia “não é crime”

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O arcebispo sul-africano Wilfrid Fox Napier, um dos 115 cardeais que participaram da eleição do novo papa, defendeu neste sábado que a pedofilia seria uma “doença” psicológica, “não uma condição criminal”. A afirmação causou indignação entre especialistas e vítimas de abusos de sacerdotes da Igreja Católica. “(A pedofilia) é uma condição psicológica, uma desordem. O que você faz com transtornos? Você tem que tentar consertá-los”, declarou, em entrevista à Rádio 5, da BBC. “Se alguém ‘normal’ escolher quebrar a lei, sabendo que está quebrando a lei, então eu acho que precisa ser punido. Agora não me diga que essas pessoas (pedófilos) são criminalmente responsáveis, como alguém que escolhe fazer algo assim. Eu não acho que você pode realmente tomar a posição de dizer que a pessoa mereça ser punida. Ele mesmo foi afetado (na infância)”, considerou.

Os comentários de Napier foram amplamente criticados. “Pode ser que (pedofilia) seja uma doença, mas também é um crime e os crimes são punidos. Os criminosos são responsabilizados pelo que fizeram e o que fazem”, diz Barbara Dorries, que foi vítima de abusos por parte de um padre quando era criança e hoje trabalha para uma ONG com sede em Chicago que trata do tema.

Para Michael Walsh, que escreveu uma biografia do falecido papa João Paulo 2º, as afirmações do cardeal Napier refletem uma posição que já foi comum na Igreja Católica no Reino Unido e nos Estados Unidos. “Eles chegaram a acreditar que essa era uma condição que podia ser tratada. Muitos bispos simplesmente mudaram o lugar de atuação de seus sacerdotes e tentaram esconder o fato de que eles tinham cometido esses crimes”, disse. 

BBC Brasil.


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