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Tauá-CE: Mecânico inventa quadriciclo para trabalho na agricultura


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Antônio Carlos Alves

A máquina é equipada com cultivador, roçadeira e plantadeira. (Foto: Antônio Carlos Alves)
Mesmo com a pior seca já registrada no Nordeste nos últimos 50 anos, o mecânico Geraldo Sousa Mota, natural do município de Tauá, localizado na região dos Inhamuns, está revolucionando a agricultura familiar com suas invenções.

Ele é chamado o “Professor Pardal do Sertão” e sua criação mais recente é um quadriciclo agrícola, equipado com plantadeira, roçadeira e cultivador, que já está facilitando o trabalho dos agricultores de várias cidades brasileiras.

A máquina leva cinco meses para ser fabricada e custa no mercado R$ 16 mil. Tem câmbio de quatro marchas para frente e uma marcha ré, motor a diesel de 1 cilindro, 10cv, medindo 165 centímetros de comprimento e 80 centímetro de largura, partida elétrica e manual, bomba de comando hidráulico e cilindro para levante de implementos agrícolas.


O quadriciclo está servindo para facilitar a vida do agricultor e diminuir os custos de produção, como também minimizar os impactos causados ao meio ambiente, principalmente ao solo e à água devido ao uso inadequado das práticas agrícolas.

Para dar conta das encomendas, Geraldo Mota emprega dez funcionários que “pegam no pesado”, segundo destaca, para não perder clientes.

“A invenção ara terra, planta, cultiva, roça, fura buracos para plantios e cercas´´, explica Geraldo. Segundo ele, as grandes vantagens de sua criação estão no baixo custo de consumo de combustíveis e lubrificantes e polui menos o ambiente. “Já vendemos para cooperativas, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Tauá, para empresários de Guaramiranga, Bahia e Rio de Janeiro. Ele gasta 3 litros de óleo para preparar um hectare de terra´´, frisou o inventor.

A procura por semana fica em torno de dez pedidos, mas a produção ainda não acompanha a demanda. “Essa invenção traz grandes atrativos para o produtor: primeiro preço, consumo e substitui a tração animal, entre eles e o cultivador´´, explica.

“Minha ideia é procurar baratear o máximo possível o mini trator, para fortalecer ainda mais a agricultura familiar´´. Pensando assim, Geraldo Mota criou uma plantadeira manual que custa R$ 600,00 e uma tração animal ao preço de R$ 1 mil para plantar milho, feijão, mamona, sorgo e gergelim. O inventor já tem clientes certos como o Governo do Estado e a Petrobras, que irão utilizar o mini trator para preparar terras para plantio de mamona no Sertão.

Na opinião do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Tauá, Pedro Marcelino, o quadriciclo agrícola tornou-se a grande referência para agricultura familiar do Ceará.

“A máquina, além de facilitar o trabalho, ainda garante economia para o agricultor que enfrenta uma série de dificuldades na hora de preparar a terra para o plantio´´, observa Pedro.

A primeira tentativa de criar uma máquina para ajudar na produção agrícola aconteceu em 1988, quando Geraldo Sousa Mota criou o primeiro protótipo com peças de motos e Chevette com redução e ré.

“Com 7 anos de idade, o sonho era criar uma máquina para limpar o mato das plantações porque essa ainda é a grande dificuldade do agricultor. Com o passar dos tempos, fabriquei um protótipo que já revolucionava o mercado de implementos agrícolas, mas não era o que eu queria. Desejava uma coisa mais moderna e, graças a Deus, cheguei a esse quadriciclo que está ajudando, e muito, ao homem do campo´´, comemora ele.

Suas invenções já lhe renderam 1º lugar do Instituto Agropolos 2010, com o prêmio “Inovação Rural´´, e o 2º lugar no Prêmio Nacional da Confederação Nacional da Indústria em Desenvolvimento Sustentável.

Já fabricou 16 quadriciclos agrícolas. No dia em que a reportagem do Diário do Nordeste esteve em sua oficina, ele testava mais uma entrega para cidade de Itabuna (BA).

Novas peças

Antônio Isaias de Sousa Lopes é quem faz os primeiros testes com o minitrator e se diz satisfeito com o processo de inovação. “É uma máquina que garante uma produtividade excelente´´, diz o mecânico.

“Cuido apenas da fabricação e minha esposa Marinete Moura é quem faz as vendas. Isto me deixa mais à vontade para continuar fabricando as peças´´, diz com tom de orgulho.

Ele diz que para os agricultores de menor condição financeira, já está fabricando máquinas que são usadas manualmente e através de animal. “A plantadeira animal tem condições de produzir em média, por dia, o plantio de quatro hectares”.

“Meu grande sonho é ver o Estado do Ceará utilizando esses equipamentos, os agricultores produzindo mais e as indústrias de implementos agrícolas barateando os preços para garantir o sustento das famílias de baixa renda´´, finalizou Geraldo Mota.

É com inovações assim que os sertanejos têm mais oportunidade de superar as adversidades do semiárido.

Fonte: Diário do Nordeste
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