Pai proíbe aborto em filha de 10 anos grávida no interior do Acre

dezembro 23, 2019

RESUMO DA NOTÍCIA
  • Ele levou a filha até o hospital para fazer o procedimento, mas mudou de ideia
  • Exame de DNA será realizado após nascimento para descobrir quem estuprou a criança
Após levar a filha grávida aos dez anos para realizar um aborto em um hospital de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, um homem mudou de ideia e não autorizou a interrupção da gestação. Ainda não se sabe quem estuprou a menina.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Tarauacá, cidade onde a menina vive com o pai e com a irmã de 12 anos. De acordo com o Conselho Tutelar da cidade, o pai chegou a autorizar o aborto, mas depois disse que foi forçado a assinar o documento. Ele passou três dias conversando com a equipe médica do hospital.

Além do Conselho Tutelar, o caso é acompanhado pelo Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). Em entrevista ao portal de notícias G1, o conselheiro tutelar Antônio de Souza Castro nega que o homem tenha sido forçado a assinar o documento:
"Ele não foi forçado, ele foi orientado dos riscos e levou 24 horas para assinar esse documento, por isso que deu esse protocolo, essa demora, ele não queria assinar no primeiro dia."
Rafael Gomes, diretor do hospital de Cruzeiro do Sul, afirma que a garota está grávida de cinco meses. Exames atestam que ela está saudável, assim como o bebê. Como ela é muito nova, o parto precisa acontecer antes de a gravidez chegar a 41 semanas:
“Ela, com 34 semanas, deve retornar para Cruzeiro do Sul para que a gente possa fazer a cirurgia cesária, e tentar fazer com que aconteça tudo da melhor forma possível. Como ela tem uma idade bem inferior à de outras grávidas, até mesmo para a gente ter uma segurança maior para a criança e para o bebê que ela espera, o procedimento deve ser esse.”
O parto precisará acontecer em Cruzeiro do Sul porque, além de ser muito nova, a menina sofre de epilepsia. O hospital de Tarauacá não tem estrutura para evitar os riscos que o procedimento oferece nessa situação.

O caso veio à tona através de uma postagem da vereadora de Tarauacá Janaína Furtado (Rede) no Facebook. Ela afirma que um exame de DNA após o nascimento da criança vai determinar quem estuprou a menina.

Ministério Público denuncia padre abusador serial de coroinhas

dezembro 22, 2019

Tema de reportagem de capa de VEJA, Pedro Leandro Ricardo teria efetuado ataques na igreja e na casa paroquial
Por João Batista Jr. - 17 dez 2019, 18h49

Ainda que não na velocidade desejada, esta semana foi de comemoração para as pessoas vítimas de crime sexual por parte do padre Pedro Leandro Ricardo, em Araras. O promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua denunciou o religioso por atentado violento ao pudor mediante violência grave ou ameaça, com o agravante de os atos terem sido contínuos. Ao todo, ele foi denunciado por atacar quatro menores – todos eles deram entrevista em uma reportagem de capa de VEJA publicada em julho deste ano.

Escreveu o promotor no despacho: “O padre Pedro Leandro Ricardo, responsável pela paróquia São Francisco de Assis, exercia autoridade moral e inegável influência sobre os membros de sua comunidade religiosa. Nesta qualidade, atraía crianças e adolescentes para a função de coroinha, com o propósito de satisfazer sua lascívia. Assim é que, prevalescendo-se de sua ascendência sobre as vítimas (temor reverencial), o denunciado, em diversas oportunidades, e com sucessão de vítimas, mediante violência e grave ameaça, praticou crimes (atos libidinosos) contra a dignidade sexual de quatro menores”.


Tema de reportagem de capa de VEJA, Pedro Leandro Ricardo teria efetuado ataques na igreja e na casa paroquial - Por João Batista Jr. - 17 dez 2019, 18h49

Os ataques ocorriam dentro da igreja, na casa paroquial ou em incursões religiosas. Alguns deles estão descritos em detalhes no despacho, como o caso de Ednan Aparecido Vieira. Então com 17 anos, o coroinha foi convidado para dormir na casa paroquial. A desculpa: estar a postos no dia seguinte para ajudá-lo na missa do domingo de manhã. Embora soubesse que não haveria mais ninguém na residência, o menino jamais desconfiaria que estava prestes a cair em uma arapuca. Chegando ao local, o clima começou a ficar estranho com as perguntas do anfitrião, que só queria saber da vida íntima do garoto. Tinha namorada? Qual era seu tipo físico preferido de menina? O padre ofereceu vinho ao menor e forçou sexo oral. O menino conseguiu fugir.


O cerco ao padre Leandro iniciou-se há tempos, com a comunidade de Araras exigindo respeito e fazendo denúncias de ataques sequenciais. Em maio desde ano, o Vaticano recebeu um calhamaço com as denúncias e Leandro acabou afastado das funções de padre e de reitor da Basílica de Santo Antônio de Pádua e está impedido de celebrar missas até a conclusão da investigação. Mas continua recebendo cerca de 9 000 reais, entre salário e benefícios. O bispo Vilson Dias de Oliveira, da Diocese de Limeira e ex-chefe de Leandro, renunciou ao cargo quando o escândalo veio à tona. “Ele cansou de receber denúncias a respeito do padre Leandro, mas nunca fez nada”, diz a advogada Talitha Camargo da Fonseca, responsável pela defesa das vítimas.

Procurada por VEJA, a defesa do padre Pedro Leandro Ricardo informou que irá estudar o despacho do promotor para, então, se manifestar.

Ao menos 175 menores foram abusados por membros de congregação católica

dezembro 22, 2019
Relatório mostra que padres da divisão eclesiástica Legionários de Cristo, inclusive seu fundador, abusaram de crianças e adolescentes por mais de 70 anos
Por Machado da Costa - Atualizado em 22 dez 2019, 13h35 - Publicado em 22 dez 2019, 13h29

O fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel, recebe a bênção do Papa João Paulo II, em 30 de novembro de 2004 Tony Gentile/Reuters
Pelo menos 175 menores de idade foram vítimas de assédios sexuais cometidos por membros dos Legionários de Cristo entre 1941 e 2019, 60 deles por seu fundador Marcial Maciel, de acordo com um relatório interno da poderosa congregação ligada à Igreja Católica divulgado no sábado. Os abusos foram cometidos por 33 religiosos, sacerdotes ou diáconos, de acordo com o relatório elaborado pela “Comissão de casos de abuso infantil do passado e atenção às pessoas envolvidas” e que abrange desde a fundação da congregação, em 1941, até 16 de dezembro deste ano. “A maioria das vítimas eram crianças adolescentes com entre 11 e 16 anos”, detalha o relatório divulgado no site zeroabusos.org.
A divisão eclesiástica, considerada uma das mais conservadoras linhas dentro do Vaticano, passou a ser investigada após denúncia de Jose barba, um ex-membro da congregação. Em depoimento de 2014, ele afirmou que o Papa João Paulo II tentou encobrir o escândalo. Barba contou que enviou “uma tonelada e meia” de documentos à Igreja para que a Cúria tomasse conhecimento dos abusos e investigasse à congregação. No entanto, nada foi feito até a morte do Papa, em 2005. As primeiras denúncias surgiram ainda em 2004. A canonização de João Paulo II, segundo Barba, seria a “epítome do encobrimento”, pois refletiria “um enorme desejo de deixar a questão de lado e esquecer Maciel”. O sucessor de João Paulo II, o Papa emérito Bento XVI, determinou uma investigação por parte do Vaticano em 31 de março de 2009, cerca de um ano após a morte de Maciel.
Papa Bento XVI determinou investigação contra os Legionários de Cristo em 2009 Lena Klimkeit/Getty Images
A publicação deste relatório, que comprova a existência de estupros contra crianças e adolescentes, acontece após o papa Francisco eliminar o segredo pontifício para as denúncias de abuso sexual, um pedido das vítimas que garantirá maior transparência diante de uma realidade escandalosa que desacreditou a Igreja Católica. A congregação, fundada em 1941 pelo mexicano Maciel (1920-2008), argumenta que avançou junto a 45 das vítimas num processo de “reparação e reconciliação”, embora reconheça a necessidade de facilitar esse processo para outras.
Dos 33 padres que cometeram abusos, sem considerar Maciel, 18 ainda fazem parte da congregação, mas estão afastados de obras públicas ou que envolvam contato com menores. O relatório mostra também que, desses 33 padres acusados de abusarem de menores de idade, 14 deles foram vítimas na própria Congregação, o que evidencia a existência de “cadeias de abuso” onde “a vítima de um legionário, com o passar dos anos, se tornou agressor”.
“Nesse sentido, é emblemático que 111 dos menores abusados na Congregação tenham sido vítimas de Maciel, ou de uma de suas vítimas”, afirmou. A comissão, criada em 20 de junho pelo superior geral dos Legionários de Cristo, padre Eduardo Robles-Gil, afirmou que “não acredita que seu estudo tenha sido capaz de descobrir todos os casos”, uma vez que ocorrem no ocultismo.
(Com AFP)

Pastor recusa batizar garota de cabelo crespo em Jacobina: 'não é cabelo de crente'

dezembro 20, 2019

Um pastor da igreja evangélica “Assembleia de Deus” negou-se a batizar uma adolescente negra de 16 anos por causa do seu cabelo. Segundo o líder religioso, a garota não possui “cabelo de crente”. O caso ocorreu em Jacobina, no último dia 11 de novembro. As informações são do portal Alma Preta, do Yahoo Notícias.

A jovem participava de um curso sobre as funções dos ministérios da Assembleia de Deus. Na ocasião, uma palestrante elogiou o cabelo da adolescente e foi repreendida pelo pastor. “Ele pegou o microfone e disse que eu não seria batizada porque meu cabelo não servia para ficar na igreja”, relatou a adolescente.

Indignados com a atitude do pastor, um grupo de amigos da adolescente, todos negros e de cabelos crespos, realizou um protesto pacífico no culto do último domingo (15), no centro de Jacobina.

Segundo a estudante e amiga da vítima, Martha Miranda, de 24 anos, a igreja estava lotada no momento em que o pastor fez a declaração racista. “Tinham várias testemunhas e, no domingo, quando eu e outros amigos fomos visitar a igreja para fazer o protesto, todas as pessoas perceberam o motivo da nossa presença”, conta.

Martha acrescenta que, após a repercussão do caso, o pastor chamou a adolescente para conversar. “Ele a chamou para uma reunião e disse que ela poderia assinar o formulário de batismo. A situação foi humilhante e em nenhum momento ele pediu desculpas. O pastor ainda disse para ela mudar o cabelo pois, segundo ele, cabelo crespo não é cabelo de crente. Isso a deixou ainda mais chateada e ela deixou de frequentar a igreja”, relatou.

Bahia Notícias

Seca avança na região Nordeste e provoca perdas de cultura e pastagens

dezembro 20, 2019

O mapa mais recente do Monitor de Secas aponta avanço do nível de seca grave na região Nordeste. A ferramenta indica que, em outubro, a taxa era de 23,02% e passou para 36,03% em novembro. Neste nível, os possíveis impactos são perdas de cultura ou pastagens, escassez e restrição de água imposta.

De acordo com o monitoramento divulgado nesta semana, a região apresenta atualmente 88,61% do seu território com algum nível de seca, segundo a classificação do Monitor. Somente áreas localizadas nos litorais ainda estão classificadas sem seca relativa. A área com nível um pouco mais intenso, classificado como extremo, está situada em uma faixa entre o norte da Bahia e Pernambuco, totalizando cerca de 2% da região Nordeste.

Comparativo

Em relação ao mesmo período de 2018, a atual situação da região é melhor. Naquela ocasião, o Nordeste apresentava 93,71% do seu território com algum nível de seca. Além disso, apresentava 2,99% com seca excepcional.

Apesar de não ser a única variável usada para classificar a presença ou não da estiagem, a redução da chuva nesta época do ano acaba contribuindo para o avanço dela. No Ceará, por exemplo, em outubro, a média pluviométrica é de apenas 3,9 milímetros e, neste ano, o acumulado foi de 1,3 mm, conforme dados Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em outubro, a média pluviométrica é de apenas 3,9 milímetros e, neste ano, o acumulado foi de 1,3 mm.

Outro indicativo para a situação crítica é o atual nível dos açudes. Conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 reservatórios monitorados pelo órgão, 89 estão com volume abaixo dos 30%. O Castanhão, que é o maior açude da América Latina para múltiplos usos, está com apenas 3,02% de sua capacidade total.

Mais sobre o Monitor de Secas

O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados. Em operação desde 2014, a ferramenta iniciou suas atividades pela região Nordeste. Com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por fenômenos dessa natureza, foi iniciada a expansão da ferramenta para a inclusão de outros estados.

O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.

Ascom Funceme

Bolsonaro desconfia de Sergio Moro nas investigações sobre o filho Flávio

dezembro 20, 2019

O presidente Jair Bolsonaro tem atribuído a "uma armação" do governador Wilson Witzel (PSC), o cerco do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) às movimentações suspeitas de recursos de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido), quando deputado estadual.

Mas não é só com Witzel que o presidente anda irritado. Bolsonaro disse a assessores mais próximos que seu ministro da Justiça, Sergio Moro, "anda muito esquisito".

Para ele, ou o ex-juiz perdeu o controle da Polícia Federal, ou está "fazendo corpo mole".

O presidente está absolutamente irritado com as operações de busca e apreensão realizadas pelo MP-RJ nesta quarta-feira, 18, em endereços ligados à sua ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle, o filho Flávio, o assessor e ex-policial Fabrício Queiroz e outros parentes e assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Como é inevitável nesses casos, a Polícia Federal costuma ter informações sobre esse tipo de operação. E o presidente não tem visto em Moro uma "atitude mais firme" sobre os policiais e delegados a ele subordinados.

Em outras palavras, Bolsonaro gostaria que a Polícia Federal, chefiada por Moro, atuasse de "maneira mais pró-ativa" para neutralizar a o Ministério Público do Rio.

Bolsonaro já havia forçado o ministro a afastar o superintendente da Polícia Federal no estado, na expectativa de manter a corporação local sob maior controle. Mas isso, na opinião do presidente, não parece estar dando certo.

As desconfianças sobre Moro e Witzel têm em comum um mesmo pano de fundo: as eleições presidenciais de 2022.

Witzel já se declarou interessado em concorrer. E, desde então, passou a ser tratado como um adversário pelo presidente.

Moro, embora não tenha afirmado explicitamente o desejo de participar da disputa eleitoral, tem-se movimentado como pré-candidato.

Com um agravante no caso do ministro: sua popularidade está maior do que a do presidente da República, segundo as pesquisas eleitorais.

No Planalto dá-se como certa uma futura filiação de Moro ao Podemos, partido do senador Álvaro Dias (PR), com quem o ex-juiz tem grande afinidade.

Mas agora, segundo auxiliares de Bolsonaro, não é hora de passar recibo. É preciso engolir em seco e cozinhar em banho-maria as desconfianças em relação ao subordinado.

Primeiro, porque o presidente não tem certeza da participação de Moro no que chama de "armação", como tem em relação ao governador do Rio de Janeiro.

Depois, porque o rompimento neste momento poderia causar uma crise política. Desta vez com boa parte do eleitorado bolsonarista se posicionando ao lado de Moro.

Mas como se diz na caserna: o preço da lealdade é a eterna vigilância. Daqui para a frente o ministro será mantido sob monitoramento constante.

Com informações Uol Notícias

Mulher que morreu após escova progressiva recebeu tratamento para dengue ao chegar no hospital,

dezembro 20, 2019

A mulher de 31 anos que morreu após fazer escova progressiva com formol recebeu tratamento para dengue no hospital até ser constatado o quadro grave de reação alérgica causado pela substância química, disse a irmã da vítima.

Lidiane Ferreira dos Santos morreu de parada cardiorrespiratória na segunda-feira (16) no Hospital Regional de Ilha Solteira (SP), 10 dias depois de fazer o procedimento estético em um salão de beleza. Ela foi enterrada na manhã desta terça-feira (17).

Adriana Ferreira dos Santos afirma que foi informada pelos médicos que a irmã teve a síndrome Stevens-Johnson, uma reação alérgica extremamente grave que causa lesão da pele, olhos e mucosas.

O laudo do Instituto Médico Legal que vai apontar o que causou a morte de Lidiane deve ficar pronto em até 90 dias.

A irmã da vítima conta também que Lidiane começou a passar mal logo depois de voltar do salão. "Ela disse que para fazer a escova foi colocada em uma sala, sem máscara, sem toalha, só ligaram um ventilador pequeno. Quando chegou em casa começou a passar mal e foi pro hospital."

Adriana diz que a irmã foi algumas vezes ao hospital, onde recebeu atendimento, mas só ficou internada seis dias depois, quando o quadro se agravou.

"O médico de início achava que era dengue, mas depois que fez os exames constatou que ela estava com uma reação alérgica muito forte. Aí eles entraram com a medicação certa, mas já tinham se passado vários dias."

"Então só foi piorando. Eles tentaram de tudo, não deu tempo, ela estava se queimando viva, não aguentou. Ela chegou a me falar que a dor era tanta que quando saísse de lá, só queria Justiça. Ela morreu se queimando, foi estourando tudo dentro dela", relata.

Os donos do salão de beleza que realizaram o procedimento na Lidiane não quiseram comentar sobre o caso.

Os advogados dos donos do salão disseram que seus clientes estão colaborando com as investigações, que o salão funciona há 11 anos e que o mesmo produto foi aplicado em outras clientes, no mesmo dia, sem reação.

Com informações G1
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