6°BPM, ATRAVÉS DA 5° CIA/ FILADÉLFIA APREENDE ARMA DE FOGO E ARMAS BRANCAS

junho 19, 2022

A Polícia Militar da Bahia (PMBA), através do 6° Batalhão de Polícia Militar / Senhor do Bonfim, comandado pelo Tenente Coronel PM Jamerson Encarnação de Queiroz, Unidade pertencente ao Orgânico do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), comandado pelo Coronel PM Valter Araújo, na manhã deste domingo(19), por volta das 04hs da madrugada, após denúncia de populares, os quais informaram que, nas proximidades da Quadra Poliesportivo do bairro Jacaré, haviam homens portando armas de fogo, levou, de imediato, a guarnição policial do 2° Pelotão/Filadélfia a deslocar em diligências e, após buscas no local foram encontrados dois facões, uma faca e uma arma de fogo de fabricação artesanal. A guarnição efetuou diligencias em busca de dois acusados que estariam portando tais armas, porém os mesmos não foram localizados.

*Material apreendido:*

01 arma de fogo de fabricação artesanal;
02 facões;
01 faca.

O material ilícito foi apresentado à autoridade competente para que sejam adotadas as providências cabíveis.

6° BPM, servir e proteger somando forças com a comunidade!
PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Fonte: ASCOM /6º BPM

Esposo de Vice-prefeita de Itiúba, juntamente com dois vereadores utilizaram veículo público oficial da Secretaria Municipal de Educação para irem a evento político de João Roma em Jacobina-BA

junho 18, 2022


No dia 18 de junho de 2022 o Ex-vereador Evaldo Rios e esposo da vice prefeita de Itiúba, Cristina Maia, juntamente com os Vereadores Jó do Toinho  e Abimael de Piaus, utilizaram o veículo tipo CAPTUR de placa policial RDP1F61, para participarem de Evento político do Pré-Candidato ao governo da Bahia João Roma! (Imagens abaixo)

A denúncia se espalhou pela manhã nos grupos de WhatsApp, "isso é um absurdo já que o marido da vice prefeita fala tanto em moralidade pública..." outra situação é que o mesmo não tem nenhuma nomeação ou fé pública dentro da Secretaria da Educação Municipal e vem demandando como se fosse dono do órgão. Em uma entrevista numa radio regional o ex-vereador falou desses veículos adquiridos e disse ser voluntario da Educação municipal sem ter ato que prove o voluntariado ou sua nomeação para cargo de função política, sem ter nada! Isso é uma Vergonha!







Bahia tem mais 1.802 infectados e 7 óbitos nas últimas 24h

junho 16, 2022

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.082 casos de Covid-19. Isso corresponde a uma taxa de crescimento de +0,07%. Houve ainda 617 curas clínicas (+0,04%) e 7 mortes. De 1.557.823 infectados desde o início da pandemia, 1.523.980 já são considerados recuperados, 3.874 encontram-se ativos e 29.969 tiveram óbito confirmado.

Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde (MS). A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.

O boletim epidemiológico desta quinta-feira (16) da Secretaria de Saúde (Sesab) contabiliza ainda 1.900.470 casos descartados e 338.222 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do MS até às 17h de hoje. No Estado, 63.832 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Os dados completos da pandemia, incluindo vacinação, podem ser obtidos no site da Sesab.

Com informações do Blog dos Carlos Brito

Colisão entre carros deixa uma pessoa morta e duas feridas na BA-120, em Queimadas

junho 16, 2022
Colisão entre carros deixa uma pessoa morta e duas feridas na BA-120, em Queimadas | Foto: Redes Sociais

Um homem identificado como Adão José dos Santos morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após uma colisão entre um veículo Uno e uma picape Saveiro, na noite desta quinta-feira (16), na BA-120, trecho do município de Queimadas, região sisaleira da Bahia. O acidente aconteceu nas imediações da localidade conhecida como Pombo.

De acordo com informações apuradas pela reportagem e relatos de populares à Polícia Militar, a Saveiro teria colidido na traseira do Uno, que estava sendo conduzido por Adão. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Conforme a polícia, dois ocupantes da picape, não identificados até o momento, foram socorridos e levados para o hospital da cidade. O estado de saúde deles é desconhecido.
Colisão entre carros deixa uma pessoa morta e duas feridas
na BA-120, em Queimadas | Foto: Redes Sociais

Ainda de acordo com os relatos, após bater no fundo do Uno a Saveiro rodou na pista e só não bateu contra uma caçamba porque o condutor do caminhão basculante conseguiu desviar e evitar a colisão.

A PM sinalizou a área e permaneceu no local aguardando a chegada de equipes da Polícia Rodoviária Estadual e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), para registrar a ocorrência, fazer perícia e remover o corpo.

Adão trabalhava como motorista da prefeitura de Queimadas, que divulgou uma nota de pesar lamentando o ocorrido.

Notícias de Santaluz

Indigenista, Que Deixou O País Para Não Morrer Revela, ‘A Abin Foi Na Funai Atrás De Mim’,

junho 16, 2022
Após denunciar crimes cometidos contra povos indígenas no Maranhão, Ricardo Henrique Rao pediu asilo diplomático na Noruega, em 2019.

No dia 25 de novembro de 2019, Ricardo Henrique Rao, indigenista especializado da Fundação Nacional do Índio (Funai), entregou à Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, um documento intitulado “Atuação miliciana conectada ao crime organizado madeireiro, ao narcotráfico e a homicídios cometidos contra os povos indígenas do Maranhão – Um breve dossiê”. O dossiê denunciou o envolvimento de policiais militares e civis em crimes praticados contra a população indígena da Amazônia Oriental, no estado do Maranhão. Após entregar o dossiê, avaliando estar marcado para morrer, Ricardo Rao solicitou asilo diplomático a Noruega, a partir de contatos que havia estabelecido com povos originários daquele país.

Começava para Ricardo um exílio involuntário que ainda não terminou. Após dois anos com asilo temporário, o indigenista foi para Roma, onde está ajudando a articular uma campanha para responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pela morte de cidadãos brasileiros que também têm cidadania italiana, durante a pandemia de covid-19, inspirado em uma jurisprudência construída em processos contra militares acusados de crimes cometidos nos marcos da Operação Condor, durante a ditadura. Em entrevista ao Sul21, Ricardo Rao fala sobre seu trabalho como indigenista na Funai, sobre os crimes que denunciou e sobre o ambiente instaurado no trabalho da Fundação a partir do governo Bolsonaro. “Para quem tem perfil combativo e idealista, é uma situação de acosso permanente”, resume.

No dia 25 de novembro de 2019, Ricardo Henrique Rao, indigenista especializado da Fundação Nacional do Índio (Funai), entregou à Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, um documento intitulado “Atuação miliciana conectada ao crime organizado madeireiro, ao narcotráfico e a homicídios cometidos contra os povos indígenas do Maranhão – Um breve dossiê”. O dossiê denunciou o envolvimento de policiais militares e civis em crimes praticados contra a população indígena da Amazônia Oriental, no estado do Maranhão. Após entregar o dossiê, avaliando estar marcado para morrer, Ricardo Rao solicitou asilo diplomático a Noruega, a partir de contatos que havia estabelecido com povos originários daquele país.

Começava para Ricardo um exílio involuntário que ainda não terminou. Após dois anos com asilo temporário, o indigenista foi para Roma, onde está ajudando a articular uma campanha para responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pela morte de cidadãos brasileiros que também têm cidadania italiana, durante a pandemia de covid-19, inspirado em uma jurisprudência construída em processos contra militares acusados de crimes cometidos nos marcos da Operação Condor, durante a ditadura. Em entrevista ao Sul21, Ricardo Rao fala sobre seu trabalho como indigenista na Funai, sobre os crimes que denunciou e sobre o ambiente instaurado no trabalho da Fundação a partir do governo Bolsonaro. “Para quem tem perfil combativo e idealista, é uma situação de acosso permanente”, resume.

Ele também lembra do trabalho do indigenista Bruno Pereira, com quem chegou a trabalhar: “Era um modelo para todos nós indigenistas idealistas. O Bruno é um exemplo disso que estou te falando. Era 24 horas dedicado ao indigenismo. O Bruno pediu essa licença para se preservar do assédio laboral que iam arrumar pra cima dele. Ele ia acabar sendo demitido e por isso pediu a licença. Eu também tentei pedir essa licença, mas ela me foi negada porque queriam que eu ficasse lá perto dos milicianos que eu tinha denunciado para me ver morto”.

Sul21: Como começaram os problemas em seu trabalho como indigenista no Maranhão que acabaram culminando com um pedido de asilo diplomático para o governo da Noruega e sua saída forçada do Brasil?

Ricardo Rao: As coisas começaram a piorar desde o início do governo Temer. Com o governo Bolsonaro, tudo só foi se agravando. No meu caso, a situação começou a se agravar com a apreensão de uma moto. Na logística dos acampamentos de madeireiras sempre tem que ter uma moto que faz deslocamentos de pequena distância para pegar munição, água e alimentos para os madeireiros que estão lá cometendo crime ambiental. E eu apreendi uma moto dessas. Essa moto pertencia a um sujeito chamado Lauro Mineiro, envolvido com crimes ambientais. Dois ou três dias depois, o subcomandante do batalhão da PM de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, com cerca de 300 mil habitantes, invadiu a minha sala querendo a moto de volta. A partir daí eu vi que a situação tinha mudado. Antes não acontecia isso. Na verdade, a PM sempre nos prestou um apoio relutante, mas apoiava. A gente não confiava muito. Era só pela presença deles.

Essa tentativa de extorsão não deu resultado. Assim que ele saiu da minha sala, eu fui para a aldeia e destruí a moto, dentro da lei. A gente pode fazer a apreensão ou a destruição. A lei permite ambos. O protocolo do Ibama e de outros companheiros da Funai mesmo é sempre a destruição imediata porque aí a gente já se livra do risco de os criminosos nos atacarem para recuperar o bem. Neste caso, eu tive o entendimento que o estado de direito e o império da lei já não vigoravam no Brasil.

Esse mesmo oficial da Polícia Militar tinha um contato muito estreito com um Procurador da República que fiscalizava a nossa atuação lá. A Funai, como um órgão federal, está sujeita a um grau de controle externo por parte do Ministério Público Federal. Esse procurador, por ingenuidade ou por opção ideológica, também passou a praticar assédio contra nossa atuação.

Outro evento da maior gravidade que me convenceu de que a situação estava especialmente perigosa foi o envio de um destacamento da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Funai, em 2019. Quando a gente viu isso? A Abin foi na Funai atrás de mim. Na hora pensei, isso aí virou a Gestapo agora? Um dia depois da Abin ter ido na Fundação Nacional do Índio, na rua Simplício Moreira, no centro de Imperatriz, a Funai abriu um processo administrativo-disciplinar contra mim, com uma acusação absurda. Eu percebi que a situação estava ficando muito complicada.

Sul21: Qual foi a acusação?

Ricardo Rao: Salvo engano, foi por conta de uma discussão que eu tive com um servidor, que sabotou uma missão na qual eu estava envolvido. Eu tive uma altercação com ele, mas foi tudo documentado e não foi cometido nenhum delito. Eles aproveitaram essa altercação para abrir esse procedimento. Teriam aproveitado qualquer outra coisa para abrir um procedimento punitivo contra mim. É somar dois e dois. Num dia veio a Abin, no dia seguinte tem um processo deste tipo. Para mim há um nexo muito claro.

Sul21: E aí você foi punido…

Ricardo Rao: Não, não fui punido porque depois da morte do Paulino eu preparei um dossiê e decidi sair do país. Eu sabia, depois de cinco anos lá, que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal do Maranhão estavam completamente contaminados. Eu sempre preparei denúncias muito substanciosas. Nunca vi nenhuma prosperar.

Sul21: Como foi esse episódio da morte do Paulino?

Ricardo Rao: O Paulo Paulino Guajajara, apelidado de Lobo Mau, foi morto em missão de vigilância dentro da Terra Indígena Arariboia. Era um guardião da floresta muito efetivo e eficaz e um bom amigo meu. Ele era vítima de um lawfare muito grande. Como advogado, eu acompanhei vários processos falsos contra ele. Fui advogado dele e acompanhei um desses procedimentos. O Paulino foi morto num confronto lá no interior da terra indígena. Segundo a Polícia Federal, o caso já está esclarecido. Eu não acredito. Dias antes, o Paulino tinha me falado sobre uma plantação de maconha muito grande que estava sendo financiada com a participação de um “polícia lá do Rio de Janeiro”, como ele me disse. Na hora, já pensei que tinha milícia no meio. Poucos dias depois, eu fui levar uns indígenas para serem ouvidos numa delegacia de polícia da região, quando conheci um investigador chamado de Carioca. Eu associei as coisas. Pouco depois disso, o Paulino foi morto e o Laércio, primo dele, foi baleado. O Laércio sobreviveu.

Depois da morte do Paulino eu sabia que seria o próximo. Esse Carioca já tinha me dito (usou um termo obsceno que não vou repetir) que “aqui namoradinho de índio morre cedo”. Então eu preparei um dossiê relatando todos esses atos criminosos e encaminhei para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, na época presidida por um deputado do PT que era padre (não lembro o nome agora). Até onde eu sei, não fizeram nada. Tentei protocolar no gabinete do Tulio Gadelha, mas não tive sucesso. Eu sabia que ia vazar porque sempre vaza e que, a partir daquele momento, a minha vida ia valer muito pouco. Por conta disso, eu me desloquei até a Noruega onde eu tinha contatos com os povos tribais de lá. Eu havia feito contato com alguns líderes deles durante a Olimpíada Universal dos Povos Indígenas, que ocorreu em Palmas, durante o governo Dilma. Quando a gente olha para o passado vê que dias legais já tivemos. Eu fiz contato e eles me disseram que iriam me ajudar a conseguir asilo na Noruega, o que acabou acontecendo.

Sul21: Houve um pedido formal, então, de asilo diplomático na Noruega?

Ricardo Rao: Sim, houve. E aqui quero agradecer ao deputado Orlando Silva, que intercedeu por mim junto às autoridades norueguesas, a Sonia Guajajara, que também intercedeu por mim, e à doutora Diana Franco, uma promotora de Justiça. Se não tivesse havido um pedido formal eu não teria contado com tanta proteção por parte do governo norueguês.


O indigenista denunciou, entre outras coisas, a exploração ilegal de madeira em terras indígenas (Arquivo pessoal).

Sul21: Então, você saiu do Brasil em 2019 e não conseguiu voltar mais…

Ricardo Rao: Sim. agora eu estou em Roma. Em 2019, eu consegui asilo provisório na Noruega, onde fiquei até março deste ano. O meu advogado me advertiu que, como eu tenho cidadania italiana, era certo que o governo norueguês não iria me conceder o asilo definitivo. Ele me disse que, se eu quisesse, podia ir empurrando essa situação e ficando na Noruega. Eu venho de uma faculdade de Direito que é uma espécie de “Khmer Vermelho” dos cursos jurídicos do país, a Unesp Franca. Estou sempre em contato com meus companheiros de lá, colegas, professores, juízes e promotores. Nós quebramos a cabeça para arrumar uma maneira de tentar buscar justiça e dar uma resposta jurídica aos crimes reiterados de Jair Bolsonaro. Uma das ideias que nos ocorreu é o que eu vim fazer aqui em Roma.

No genocídio da covid, patrocinado e executado pelo Bolsonaro, pelo Pazuello, pelas Forças Armadas que ficaram fabricando cloroquina, entre as vítimas fatais há um número, que estimamos na casa das centenas, de brasileiros e brasileiras que também tinham cidadania italiana. Esses mortos estão sujeitos à proteção das leis italianas. Já existe jurisprudência neste sentido, como é o caso do coronel Áttila Rohrsetzer, que matou um cidadão italiano na Operação Condor. Nós vamos utilizar essa jurisprudência, que serviu para condenar esse coronel, para condenar Jair Bolsonaro, Pazuello, coronel Elcio, Eduardo Ramos e outros. Assim, considerando que eu não poderia adquirir o status de asilado definitivo na Noruega, vim para Roma para tocar essa iniciativa. E faço aqui um apelo aos gaúchos que lerem essa entrevista. Sei que tem muitos italianos aí. Estamos precisando de pessoas que perderam familiares ou amigos, com cidadania italiana, que se disponham a participar dessa ação identificando essas pessoas para nós. Quem perdeu um nonno ou uma nonna e não se conforma com essa morte evitável, nos ajude a identificar vítimas para que a gente possa tomar as medidas necessárias aqui na Itália.

Estamos aqui lutando com a maior dificuldade. Estou morando numa ocupação aqui em Roma graças a uma articulação feita por companheiros sem teto. Na Noruega, eu tinha um apoio estatal muito forte, tinha casa, comida, internet e um salário. Eles não me permitiam trabalhar. Aqui eu não tenho nada disso. A Nadir Paulino, enfermeira da Funai, minha mãe, que tem uma pensãozinha desse tamanho, está convertendo metade dela em euro e mandando pra mim. Não estou reclamando, não. Mesmo com toda essa dificuldade, nós já conseguimos identificar uma vítima. Mas só uma vítima não vai comover o procurador da Vara Penal daqui. Eu tenho informação de que toda a família Bolsonaro está tirando passaporte. Eles acham que depois disso tudo eles vão pegar um sacão de dinheiro e vir pra cá viver “la dolce vita”. Não vão. E, no que depender da nossa ação, “la dolce vita” com a qual estão delirando vai ser “molto amara”.

Sul21: Pelo que você vem conseguindo acompanhar, qual a situação vivida hoje pelos servidores da Funai, sob o governo Bolsonaro?

Ricardo Rao: Para quem tem perfil combativo e idealista, é uma situação de acosso permanente. A Funai sempre foi dividida. Quem escreveu sobre isso com muita propriedade foi o Marcio Meira, responsável pela reestruturação da Funai e presidente da Fundação durante cinco anos, o que é uma raridade. Ele conseguiu dar uma continuidade administrativa e disse que não conseguiu fazer mais porque a Funai é um órgão faccionado. Há grupos internos que se digladiam constantemente. Sempre tivemos, desde os tempos do Rondon. Temos, por exemplo, aqueles que entram no serviço público não para servir ao público, mas para servir a si mesmo. Eles representam um perfil tremendamente maléfico. Esse pessoal está soltando rojão no atual governo. Eu vi com os meus olhos servidor da Funai falando que “índio não presta” e coisas do tipo. Esse tipo de servidor e aqueles ainda do tempo da ditadura estão muito bem. Estão recebendo sem precisar trabalhar.

Essa banda podre está aproveitando para abrir um monte de procedimentos administrativos disciplinares contra nós, que somos da banda rondoniana. Olha o trabalho do Bruno, que coisa linda. Morrer, se preciso for. Nada mais Rondon que isso.

Sul21: Você conheceu o Bruno Pereira?

Ricardo Rao: Sim, eu conheci o Bruno. Entramos juntos no mesmo concurso, fiz o treinamento com ele e estivemos juntos em uma ou duas missões. Tinha o perfil rondoniano clássico. Era um modelo para todos nós indigenistas idealistas. O Bruno é um exemplo disso que estou te falando. Ele não saiu da Funai porque foi exonerado a mando desse Sergio Moro, que deu a ordem para destituí-lo da sua função de coordenador geral de índios isolados. Ele foi destituído da função, mas seguiu com o cargo do concurso dele que era agente em indigenismo. Eu ficava pensando como é que um cara tão capacitado como o Bruno não era indigenista especializado, como um cara burro como eu acabei me tornando. Depois me dei conta que isso foi pela dedicação dele. Ele não tinha tempo nenhum. Era 24 horas dedicado ao indigenismo. O Bruno pediu essa licença para se preservar do assédio laboral que iam arrumar pra cima dele. Ele ia acabar sendo demitido e por isso pediu a licença. Eu também tentei pedir essa licença, mas ela me foi negada porque queriam que eu ficasse lá perto dos milicianos que eu tinha denunciado para me ver morto.

Sul21: O desaparecimento dele e de Dom Phillips está repercutindo muito aí na Itália também?

Ricardo Rao: Sim, muito. Daqui a pouco, inclusive, vou dar uma entrevista para uma televisão italiana sobre isso. Não sejamos ingênuos, né, aqui o nome do Bruno sempre vem em segundo lugar. Em primeiro vem o do Dom. Mas esse é um mal que vem para o bem. Isso serviu para mostrar ao mundo quem é Jair Bolsonaro e quem é o Exército brasileiro. Achei uma grande indignidade uma declaração do Mourão que ouvi ontem. O homem é general do Exército, a origem dele é o Batalhão de Infantaria da Selva e ele vem dizer que “lá é perigoso mesmo”. Mas pra que esse senhor recebe seu salário? Se é perigoso, faça o seu trabalho e torne aquela região segura. Esse governo serviu para que enxergássemos o grau de decomposição das Forças Armadas. É o império da mamata e da inépcia.

Sul21: Como está a tua situação legal hoje dentro da Funai?

Ricardo Rao: Eu fui criminosamente exonerado. Cabe destacar aqui um detalhe do direito administrativo. Você só pode exonerar um servidor público da função dele, não pode exonerar do cargo. Eu sou indigenista especializado. Para a Funai se livrar de mim, só tem um jeito: me demitindo. E eles só podem me demitir se eu fizer alguma coisa muito grave e depois de um processo disciplinar. Assim que me concederam o asilo diplomático, a Funai cortou meus vencimentos. Era para eu ter continuado não recebendo tudo, mas o básico sim. Foi até bom

que tenham cortado. Acho antiético isso. Como ia ser muito trabalhoso pra eles encontrar uma razão para me demitir, eles retornaram ao meu estágio probatório. Como disse, eles podem exonerar um servidor de sua função ou durante o estágio probatório, que são os três primeiros anos em que você trabalha. Quando eu saí do Brasil, eu já tinha dez anos de Funai. Eles arrumaram um erro formal no meu estágio probatório, lá em 2015, e a partir daí eu fui exonerado e condenado a devolver todos os meus salários e diárias que recebi depois do meu estágio probatório, no qual fui aprovado com nota máxima. Eu tenho elogios de todas as coordenadorias regionais por onde passei. Fui nomeado para três cargos de chefia.

Então, do ponto de vista formal, eu me encontro na condição de exonerado por não ter superado meu estágio probatório, uma decisão tão esdrúxula que eu nem me preocupo com ela. Advogados e juízes já me garantiram que é uma decisão tão absurda que conseguiremos uma liminar contra ela facilmente quando eu retornar ao Brasil.

Sul21: Você pretende voltar ao Brasil e voltar a trabalhar na Funai?

Ricardo Rao: Claro, pretendo sim. Não sou emigrante, não. Só não sei quando. O futuro é um grande ponto de interrogação. Esses criminosos estão empoderados. Toda a estrutura do Estado está infiltrada. Com a vitória do Lula, ele vai ganhar o governo, mas a gente precisa saber como será para ele ganhar o Estado. O Supremo Tribunal Federal deu ordem para não se invadir favela. Eles invadem todo dia, matam e ainda falam: “E aí, Supremo?” Nós não estamos vivendo no império da lei. Eu afrontei diretamente esse grupo político criminoso. Não sei quanto tempo vai levar para ser seguro o meu retorno. Na verdade, eu não sei se vai ser seguro o meu retorno. Eu estava conversando com a deputada Maria Dantas e ela me disse que vai demorar muito tempo.

É com um pesar muito grande que eu vejo o que está acontecendo no nosso país. Para mim, o Brasil está parecendo a Espanha no período pré-guerra civil.

Itiúba ficou de fora Rui Costa? Bahiatursa divulga cidades que receberão apoio para o São João

junho 05, 2022

O Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), tornou público, na edição do Diário Oficial do último sábado (28), o resultado da seleção de projetos que serão apoiados para realização dos Festejos de Santo Antônio, São João e São Pedro, como parte integrante do “São João da Bahia e demais Festas Juninas 2022”, com base no Edital de Seleção Pública, devidamente publicado. No total, 171 municípios foram habilitados e estão aptos à celebração de Convênios de Cooperação Técnica e Financeira para a viabilização das festas.

A União dos Municípios da Bahia (UPB), reconhecendo a importância do aporte para os municípios, atuou para sensibilizar o órgão no sentido da prorrogação do prazo, que permitisse um maior número de prefeituras concorrer ao edital. Com isso, os municípios ganharam mais uma semana e puderam se inscrever até o dia 20 de maio.

O valor do apoio varia de R$ 50 mil a R$ 140 mil. O edital engloba eventos a serem realizados de 01 de junho a 02 de julho de 2022. De acordo com o Bahiatursa, a seleção das cidades considerou quesitos como: inovação da oferta de atrativos e serviços turísticos no município ou território; geração de fluxo turístico; integração da economia local ou territorial com a atividade turística e preservação da identidade cultural e natural local como atrativo turístico.

Município/ Valor

1 ADUSTINA R$ 80.000,00

2 AMARGOSA R$140.000,00

3 ANDARAI R$ 80.000,00

4 ANDORINHA R$ 80.000,00

5 ANGUERA R$ 140.000,00

6 ANTONIO CARDOSO R$ 120.000,00

7 APORÁ R$ 140.000,00

8 ARAMARI R$ 50.000,00

9 BAIANOPOLIS R$ 80.000,00

10 BANZAÊ R$ 140.000,00

11 BARRA DA ESTIVA R$ 140.000,00

12 BARRA DO ROCHA R$ 80.000,00

13 BARRO PRETO R$ 80.000,00

14 BELO CAMPO R$ 140.000,00

15 BOM JESUS DA LAPA R$ 140.000,00

16 BONINAL R$ 140.000,00

17 BOTUPORÃ R$ 80.000,00

18 BREJÕES R$ 140.000,00

19 CACULÉ R$ 120.000,00

20 CAEM R$ 140.000,00

21 CAETANOS R$ 120.000,00

22 CAMPO ALEGRE DE LOURDES R$ 140.000,00

23 CANAPOLIS R$ 80.000,00

24 CANDIBA R$ 80.000,00

25 CAPELA DO ALTO ALEGRE R$ 120.000,00

26 CAPIM GROSSO R$ 140.000,00

27 CARAVELAS R$ 80.000,00

28 CARDEAL DA SILVA R$ 140.000,00

29 CHORROCHO R$ 80.000,00

30 CIPÓ R$ 120.000,00

31 COARACI R$ 80.000,00

32 CONCEIÇÃO DO ALMEIDA R$ 140.000,00

33 CONDE R$ 50.000,00

34 CONDEUBA R$ 120.000,00

35 CONTENDAS DO SINCORÁ R$ 140.000,00

36 CORAÇÃO DE MARIA R$ 140.000,00

37 CORDEIROS R$ 80.000,00

38 CORIBE R$ 50.000,00

39 CORRENTINA R$ 140.000,00

40 COTEGIPE R$ 80.000,00

41 CRAVOLANDIA R$ 80.000,00

42 CRUZ DAS ALMAS R$ 80.000,00

43 DIAS D”AVILA R$ 50.000,00

44 DOM BASILIO R$ 140.000,00

45 DOM MACEDO COSTA R$ 80.000,00

46 ELISIO MEDRADO R$ 120.000,00

47 ERICO CARDOSO R$ 80.000,00

48 ESPLANADA R$ 140.000,00

49 EUCLIDES DA CUNHA R$ 140.000,00

50 FATIMA R$ 80.000,00

51 GANDU R$ 140.000,00

52 IAÇU R$ 100.000,00

53 IBICOARA R$ 80.000,00

54 IBICUÍ R$ 140.000,00

55 IBIPEBA R$ 80.000,00

56 IBIQUERA R$ 50.000,00

57 IBIRAPUÂ R$ 80.000,00

58 IBITIARA R$ 50.000,00

59 ICHU R$ 80.000,00

60 IGAPORÃ R$ 80.000,00

61 INHAMBUPE R$ 140.000,00

62 IPIAU R$ 120.000,00

63 IPIRÁ R$ 140.000,00

64 IRAQUARA R$ 80.000,00

65 IRARA R$ 80.000,00

66 IRECE R$ 140.000,00

67 ITABERABA R$ 100.000,00

68 ITAGIBÁ R$ 80.000,00

69 ITAGIMIRIM R$ 100.000,00

70 ITAJU DA COLONIA R$ 100.000,00

71 ITANHEM R$ 140.000,00

72 ITAQUARA R$ 140.000,00

73 ITIRUÇU R$ 140.000,00

74 IUIU R$ 120.000,00

75 JACARACI R$ 80.000,00

76 JACOBINA R$ 140.000,00

77 JAGUARARI R$ 140.000,00

78 JEQUIÉ R$ 80.000,00

79 JEREMOABO R$ 80.000,00

80 JIQUIRIÇÁ R$ 80.000,00

81 LAFAIETE COUTINHO R$ 140.000,00

82 LAGEDO DO TABOCAL R$ 80.000,00

83 LAJEDÃO R$ 80.000,00

84 LAPÃO R$ 140.000,00

85 LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA R$ 140.000,00

86 LUIS EDUARDO MAGALHÃES R$ 100.000,00

87 MACAJUBA R$ 80.000,00

88 MACAÚBAS R$ 50.000,00

89 MACURURÉ R$ 100.000,00

90 MADRE DEUS R$ 140.000,00

91 MAIRI R$ 80.000,00

92 MALHADA DE PEDRAS R$ 80.000,00

93 MANSIDÃO R$ 80.000,00

94 MARACAS R$ 140.000,00

95 MARAGOGIPE R$ 80.000,00

96 MIGUEL CALMON R$ 140.000,00

97 MILAGRES R$ 120.000,00

98 MIRANGABA R$ 80.000,00

99 MONTE SANTO R$ 80.000,00

100 MORTUGABA R$ 50.000,00

101 MULUNGU DO MORRO R$ 140.000,00

102 MUNIZ FERREIRA R$ 140.000,00

103 NAZARÉ R$ 50.000,00

104 NILO PEÇANHA R$ 80.000,00

105 NORDESTINA R$ 50.000,00

106 NOVA FATIMA R$ 80.000,00

107 NOVA IBIÁ R$ 80.000,00

108 NOVA ITARANA R$ 140.000,00

109 NOVA RENDENÇÃO R$ 80.000,00

110 NOVA SOURE R$ 140.000,00

111 NOVA VIÇOSA R$ 50.000,00

112 NOVO HORIZONTE R$ 80.000,00

113 NOVO TRIUNFO R$ 100.000,00

114 OLINDINA R$ 140.000,00

115 OLIVEIRA DOS BREJINHOS R$ 140.000,00

116 OURIÇANGAS R$ 80.000,00

117 PALMEIRAS R$ 80.000,00

118 PARAMIRM R$ 120.000,00

119 PARIPIRANGA R$ 120.000,00

120 PAULO AFONSO R$ 140.000,00

121 PÉ DE SERRA R$ 80.000,00

122 PEDRÃO R$ 80.000,00

123 PINDAI R$ 140.000,00

124 PIRAÍ DO NORTE R$ 80.000,00

125 PLANALTINO R$ 100.000,00

126 POJUCA R$ 140.000,00

127 PRADO R$ 140.000,00

128 PRES. TANCREDO NEVES R$ 80.000,00

129 REMANSO R$ 100.000,00

130 RETIROLANDIA R$ 120.000,00

131 RIACHO DE SANTANA R$ 100.000,00

132 RIBEIRA DO POMBAL R$ 140.000,00

133 RIO DE CONTAS R$ 80.000,00

134 RIO DO PIRES R$ 140.000,00

135 RODELAS R$ 140.000,00

136 RUY BARBOSA R$ 140.000,00

137 SANTA BARBARA R$ 100.000,00

138 SANTA BRIGIDA R$ 140.000,00

139 SANTA INÊS R$ 80.000,00

140 SANTA MARIA DA VITORIA R$ 50.000,00

141 SANTA TEREZINHA R$ 140.000,00

142 SANTANA R$ 80.000,00

143 SANTANOPOLIS R$ 100.000,00

144 SANTO ANTONIO DE JESUS R$ 100.000,00

145 SANTO ESTEVÃO R$ 140.000,00

146 SÃO DISIDERIO R$ 80.000,00

147 SÃO DOMINGOS R$ 100.000,00

148 SÃO FELIX DO CORIBE R$ 100.000,00

149 SÃO JOSÉ DO JACUIPE R$ 140.000,00

150 SATIRO DIAS R$ 80.000,00

151 SAÚDE R$ 100.000,00

152 SEABRA R$ 140.000,00

153 SEBASTIÃO LARANJEIRAS R$ 80.000,00

154 SENHOR DO BOMFIM R$ 100.000,00

155 SERRA PRETA R$ 100.000,00

156 SERROLÂNDIA R$ 80.000,00

157 SITIO DO QUINTO R$ 100.000,00

158 SOUTO SOARES R$ 140.000,00

159 TABOCAS DO BREJO VELHO R$ 80.000,00

160 TANQUE NOVO R$ 80.000,00

161 TANQUINHO R$ 80.000,00

162 TAPIRAMUTA R$ 140.000,00

163 TEOFILANDIA R$ 80.000,00

164 TEOLANDIA R$ 140.000,00

165 TERRA NOVA R$ 140.000,00

166 UBAIRA R$ 80.000,00

167 URANDI R$ 80.000,00

168 VARZEA DO POÇO R$ 50.000,00

169 VEREDA R$ 140.000,00

170 WANDERLEY R$ 140.000,00

171 XIQUE XIQUE R$ 80.000,00

(Fonte: UPB).

Alerta: Bacia do São Francisco já perdeu 50% da superfície d’água entre 1985 e 2020

junho 05, 2022

A Bacia do São Francisco perdeu 50% da superfície de água natural entre 1985 e 2020. Considerando as ações humanas que por exemplo trouxeram um aumento artificial de 13% da superfície de água de reservatórios, a redução foi de 4%, com as maiores perdas observadas no Alto e no Baixo São Francisco, 19% e 21% respectivamente. Os dados são parte de um estudo lançado hoje (5) pela iniciativa MapBiomas para marcar o Dia Nacional de Defesa do Rio São Francisco, a pedido do Plano Nordeste Potência – iniciativa de um conjunto de organizações brasileiras que trabalham pelo desenvolvimento verde e inclusivo da região.

Somente a ação humana pode ser insuficiente para manter o recurso na região, especialmente considerando cenários de redução de chuva previstos para os próximos anos. “A criação de reservatórios aumenta a superfície de água, no entanto temos observado uma tendência de perda de água nos principais reservatórios, além da perda de superfície de água natural significativa na bacia do Rio São Francisco, isso favorece um cenário de crise hídrica“, observou Carlos Souza Júnior, coordenador do MapBiomas Água.

O estudo mostra como quatro grandes reservatórios apresentam tendência de queda na superfície de água nos últimos 36 anos. A maior das quedas é registrada na hidrelétrica Luiz Gonzaga (antes Itaparica), entre Pernambuco e Bahia, seguida por Sobradinho, Três Marias e Xingó.

Esses números refletem o que nós podemos ver na prática. A Bacia do São Francisco sofre com o uso intenso e sem planejamento, seja dos recursos hídricos quanto do seu solo. Hoje existem populações que vivem nessa região e que já sofrem com essas variações. Precisamos implementar soluções como a recuperação das áreas degradadas o mais rápido possível, além de promover uma boa gestão dos recursos“, afirma Renato Cunha, coordenador executivo do Gambá (Grupo Ambientalista da Bahia).

Dimensão

A Bacia do São Francisco é a terceira maior do país e corresponde a cerca de 8% do território nacional. Ainda que haja grandes variações entre os anos, a tendência de queda é clara e soma-se a análises anteriores, inclusive do governo federal. Estudo feito em 2013 pela extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, por exemplo, indicava que poderia haver uma perda de até 65% da vazão até 2040, com base no registro de 2005.

Os preocupantes indicadores do MapBiomas mostram que é urgente a implantação de um profundo programa de revitalização, previsto desde o início do projeto de transposição e nunca realizado. Além das ações de reflorestamento, recomposição de áreas degradadas e obras de saneamento em centenas de municípios, é fundamental um plano de elevação e estabilização da vazão média do rio e incentivos a um modelo de economia que impulsione a regeneração da bacia hidrográfica“, propõe Sérgio Xavier, coordenador do Projeto HidroSinergia, do Centro Brasil no Clima (CBC), que está desenvolvendo o Lab de Economia Regenerativa do São Francisco nas fronteiras dos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Ameaça

Outros dados do MapBiomas mostram que o uso da terra na bacia se intensificou no período. Atualmente, a cobertura de vegetação nativa nessa área é de 57%, mas chega a somente 30% no Baixo e 37% no Alto São Francisco.

Apesar de haver áreas consolidadas de agricultura e pastagem, a região hidrográfica perdeu 7 milhões de hectares de vegetação nativa nas últimas três décadas para a agropecuária, restando 36,2 milhões de hectares – desses, somente 17% estão em áreas protegidas. As pastagens ocupam 14,8 milhões de hectares e a agricultura, 3,4 milhões. A formação savânica foi a mais atingida, perdendo 4,6 milhões de hectares (14%). Além de Cerrado, outros dois biomas compõem a bacia, Mata Atlântica e Caatinga.

As regiões do Baixo e Submédio São Francisco apresentam as maiores taxas de aumento de áreas de pastagem, 50% e 85% respectivamente. No Médio São Francisco, o destaque é para o aumento de 650% da agricultura, principalmente para a expansão da soja nos últimos anos. Já na região do Alto São Francisco, a silvicultura cresceu 400%. Esse avanço das atividades agrícolas se manifesta em outros indicadores. O Médio São Francisco registrou quase 2 mil alertas de desmatamento em 2019 e 2020, totalizando aproximadamente 99 mil hectares derrubados. A mesma sub-região mostrou o maior crescimento no número de sistemas de irrigação desde 1985, 1.870%, seguido pelo Alto São Francisco, com 1.586%.


Da redação do Blog do Udenilson/ Com informações do Blog do Carlos Brito

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