A lavanderia Pública, conhecida por Cacimba do Vintém, construída pelo então prefeito Antonio Simões Valadares, localizada no Bairro do Alto da Imaculada Conceição, encontra-se totalmente depredada e abandonada pela gestão municipal.
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) a indicação do advogado Cristiano Zanin Martins para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação secreta terminou com 58 votos a favor e 18 contrários. O relator da indicação presidencial foi o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Será feita a comunicação à Presidência da República.
Durante o dia, Zanin foi sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) por mais de oito horas. Ele defendeu o respeito às leis, à democracia e ao estado democrático de direito. Confira a cobertura completa.
— O meu lado sempre foi o mesmo, o lado da Constituição, das garantias, do amplo direito de defesa, do devido processo legal. Para mim, só existe um lado; o outro é barbárie, é abuso de poder. Com muita honra e humildade, sinto-me seguro e com a experiência necessária para, uma vez aprovado por esta Casa, passar a julgar temas relevantes e de extremo impacto à nossa sociedade — disse Zanin durante a sabatina.
Muitos senadores elogiaram a indicação de Lula e destacaram a carreira do indicado, como os senadores Weverton (PDT-MA), Fabiano Contarato (PT-ES), Rogério Carvalho (PT-SE) e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da CCJ. Outros senadores comunicaram que votariam contra a indicação, como Sérgio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Todos os segmentos da economia brasileira exigem redução imediata dos juros para evitar a quebradeira de empresas e o agravamento do desemprego, mas Campos Neto se faz de surdo e mantém os juros reais como o maior do mundo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (21), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano – patamar em vigor desde agosto de 2022. Este decisão na prática significa elevação das taxas reais de juros (descontada a inflação) já que esta está em queda.
A decisão, que significa uma afronta do presidente do Banco Central ao país, está em desacordo com praticamente todos os setores econômicos do país. O BC não só não baixou os juros como também não sinalizou para reduções futuras, como aguardavam alguns setores da mídia.
No comunicado, o BC minimiza a queda da inflação e comemora a queda da atividade econômica, como pode ser visto no trecho abaixo, divulgado pelo BC.
“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica segue consistente com um cenário de desaceleração da economia nos próximos trimestres” , aponta o BC. E prossegue: “O crescimento acima do esperado no primeiro trimestre refletiu principalmente o forte desempenho do setor agropecuário. Não obstante o arrefecimento recente dos índices de inflação cheia ao consumidor, antecipa-se uma elevação da inflação acumulada em doze meses ao longo do segundo semestre“, argumenta.
“Ademais, diversas medidas de inflação subjacente seguem acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus recuaram e encontram-se em torno de 5,1% e 4,0%, respectivamente“, diz a nota.
Ou seja, nenhum sinal de que Campos Neto e o Copom mudarão a sua sabotagem à economia do país. Pelo contrário, o BC aponta manutenção deste descalabro por um longo tempo, como se vê em seguida. “O Copom conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas e avalia que a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação”.
“O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; (ii) alguma incerteza residual sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional e, de forma mais relevante para a condução da política monetária, seus impactos sobre as expectativas para as trajetórias da dívida pública e da inflação, e sobre os ativos de risco; e (iii) uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos“.
O cinismo do BC e tão grande que ele trata a tendência de queda da inflação, observada pelo país nas últimas semanas, como “risco”. A conferir: “Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local, ainda que parte importante desse movimento já tenha sido verificado; (ii) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada, em particular em função de condições adversas no sistema financeiro global; e (iii) uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária“, diz o BC.
Não há, pelo comunicado do BC, como dissemos acima, nenhuma perspectiva de redução das taxas de juros. “O Comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos“, conclui o Copom.
AFRONTA AO PAÍS
Esta foi a quarta reunião do Copom neste ano em que as taxas são mantidas. Em todas as ocasiões, o comitê decidiu não alterar o nível da taxa básica de juros. O juro real do Brasil é o maior do mundo. Com a redução da inflação, os juros reais estão subindo, como denunciaram ministros, economistas, empresários, trabalhadores e o próprio presidente da República.
Nesta quarta-feira (21), 51 integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, chamado de Conselhão, se juntaram às críticas e divulgaram uma carta aberta ao presidente do Banco Central e aos diretores da instituição pedindo corte na taxa básica de juro. “É hora de baixar os juros para retomar a atividade econômica, gerar emprego e renda. É urgente uma política monetária adequada”, diz um trecho da carta ao BC, divulgada hoje.
O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, saiu em defesa da redução dos juros no país na reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). “É fundamental que a gente, nesta reunião do Copom, já inicie a redução da taxa de juros no Brasil”, declarou à CNN, após sua intervenção no 4º Fórum de Inovação e Liderança da Incorporação (FILI 2023), realizado em São Paulo, na terça-feira (20).
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou nota defendendo a redução dos juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.
De acordo com a entidade, “as elevadas taxas básicas de juros colocaram os juros de mercado nas alturas impactando negativamente a renda das famílias e das empresas. Ao analisar os indicadores recentes de atividade econômica, se observa uma importante desaceleração. Os investimentos em máquinas e equipamentos, já em queda no último trimestre de 2022, registraram queda de 6,5% neste início de ano (jan-mai) podendo comprometer o futuro do crescimento do país”.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, em entrevista ao Canal Livre da BandNews, no domingo (18) advertiu que os juros altos estão sendo um entrave para as vendas. “A inflação caiu, então com isso, os juros reais estão mais caros”.
“Nós não estamos na metade do ano, 14 fábricas pararam as suas produções por demanda. De Janeiro a maio deste ano nós tivemos 14 paralisações por falta de demanda. Agora nós temos mais uma montadora parada, essa semana, então, nós estamos com 15 paralisações. Há uma expectativa de mais três fábricas pararem porque os estoques estão altos”, disse o presidente da Anfavea.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloízio Mercadante, afirmou na terça-feira (20), durante a comemoração dos 71 anos do banco de fomento, que o atual nível da taxa de juros do Brasil, em 13,75%, é um obstáculo à função social da instituição e ao crédito em geral, o que resulta na retração do crédito às empresas e no aumento de inadimplência das pessoas físicas e jurídicas.
“A inflação desabou, mas nós estamos com a taxa de juros crescendo em termos reais. Essa taxa de juros é um obstáculo a nossa função social de um banco de desenvolvimento e ao crédito de forma geral”, declarou Mercadante na abertura do evento Nosso Passado, Presente e Futuro, no Rio de Janeiro.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, divulgou nota nesta terça-feira (20) afirmando que nada justifica o Banco Central manter nesta quarta-feira (21) a taxa básica de juros em 13,75%.
“Este é um momento crucial para a autoridade monetária decidir pelo início do ciclo de baixa da taxa de referência, dando fôlego à economia. Nada justifica o Brasil seguir com o título de campeão mundial de juros reais”, afirma Josué Gomes. “A dinâmica inflacionária está contida. Resta acertar a política monetária, até para termos tranquilidade para darmos atenção aos demais problemas que impedem o desenvolvimento pleno do país”, destaca.
As centrais sindicais voltaram às ruas, na terça-feira (20), em protestos contra juros altos do Banco Central. Em São Paulo, o ato foi em frente à sede do BC, na Avenida Paulista, onde os sindicalistas ressaltaram a urgência de se reduzir a taxa Selic, mantida pelo Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central em 13,75%.
“Nós, que defendemos um projeto nacional de desenvolvimento, com valorização do trabalho e distribuição de renda, visando combater essa brutal desigualdade em nosso país, não podemos admitir uma taxa de juros brutal dessa que causa o desemprego, que afoga a reindustrialização. Precisamos reduzir as taxas de juros já, para que possamos colocar o Banco Central a serviço do país, da população brasileira. Para que possamos resgatar um programa nacional de desenvolvimento”, afirmou do carro de som o presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Rene Vicente.
As decisões do Copom em manter a Selic em 13,75% foram alvos de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do governo. “Apenas o juro precisa baixar, porque também não tem explicação. O presidente do Banco Central precisa explicar, não a mim, porque eu já sei o porquê ele não baixa, mas ao povo brasileiro e ao Senado, [explicar] por que ele não baixa [a taxa]”, disse Lula em entrevista na segunda-feira (19).
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez críticas ao Banco Central (BC) nesta terça-feira (20) durante almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília. “Nada justifica esse patamar de juros”, disse. Rui Costa afirmou ainda que o Banco Central “não está mantendo a taxa de juros” em 13,75%, “está aumentando a taxa de juros” praticada no país.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que o início de corte da taxa básica de juros (Selic) deveria ter ocorrido em março deste ano. “Pra mim, deveria ter sido em março o início da redução. Vamos ver, vamos aguardar”, disse Haddad, em conversa com jornalistas na Fazenda. Ele disse isso ao ser questionado sobre a previsão do “mercado” de redução em agosto.
Os alunos dos cursos de Direito e Psicologia do Centro Universitário AGES, no campus de Tucano, foram pegos de surpresa na última quarta-feira, 21 de junho, com o anúncio do fechamento da instituição na BR 116.
Em uma reunião fechada com apenas alguns líderes de turma, a diretoria do campus informou que as atividades seriam encerradas e que a faculdade garantiria a formatura dos alunos já matriculados.
A diretoria do Centro Acadêmico Luiz Gama, do curso de Direito, solicitou uma reunião com os responsáveis para saber como seria o processo de mudança. No entanto, até o fechamento desta matéria, a instituição não havia respondido ao pedido. Os alunos também estão preocupados com o seu futuro acadêmico e profissional, já que não sabem se serão matriculados em outro campus ou realocados em uma escola municipal de Tucano temporariamente. Alguns estudantes já estão considerando ingressar com ações judiciais e estão sendo assessorados por um advogado que representará os alunos. Além disso, os estudantes enfrentaram diversos problemas administrativos e acadêmicos no último semestre, incluindo a falta de energia elétrica no campus, que resultou na suspensão das aulas por duas semanas.
Nesta quarta-feira, também foi informado que a coordenadora do curso de Direito não estaria mais integrando a instituição. Estima-se que nos turnos noturno e alternativo, apenas em Euclides da Cunha, tenham cerca de 90 jovens matriculados nos cursos da AGES. O fechamento do campus de Tucano representa uma perda irreparável para esses estudantes, que agora enfrentam um futuro incerto e preocupante.
Um caso chocou a população de Feira de Santana, cidade do interior da Bahia, neste sábado (17). Após ser socorrido por vizinhos, um homem foi levado para o hospital com o pênis cortado.
A amputação do membro teria sido realizada pela companheira que jogou o órgão no lixo. A tentativa de homicídio aconteceu no Bairro do Tomba.
Um caso chocou a população de Feira de Santana, cidade do interior da Bahia, neste sábado (17). Após ser socorrido por vizinhos, um homem foi levado para o hospital com o pênis cortado.
A amputação do membro teria sido realizada pela companheira que jogou o órgão no lixo. A tentativa de homicídio aconteceu no Bairro do Tomba.
Os vizinhos perceberam a situação e deram socorro, levando a vítima ao Hospital Geral Clériston Andrade. Policiais da 65ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), de Feira de Santana, também estiveram no local.
A reportagem do site Bnews fez contato com a unidade para saber sobre o estado de saúde da vítima, mas até o momento em que a matéria foi publicada ainda não tinha obtido respostas. Um vídeo gravado por um morador mostra o órgão genital do homem cortado e infeccionado.
Um dia antes de ser assassinado, o presidente da Associação Viver Dignamente, Estevão da Costa Rodrigues, filiado ao PSOL e pré-candidato à prefeitura de Nova Soure, gravou um vídeo onde relata ameaças. O crime aconteceu na última quinta-feira (15/06), em via pública.
A vítima recebeu um tiro na boca e os autores fugiram em uma moto. Há indicativo de motivação política devido a sua luta e atuação denunciando grupos de extermínio na região.No dia 24 de maio, o homem de 40 anos reuniu-se virtualmente com o deputado estadual Hilton Coelho e relatou a situação de violência na cidade. Após 20 dias, foi executado. Além disso, um dia antes, ele gravou um vídeo falando sobre as ameaças que estava recebendo.
O deputado Hilton relatou em pronunciamento na ALBa que o colega “vinha dialogando internamente no partido e com a sociedade da região a sua possível pré-candidatura para o cargo de prefeito de sua cidade”.
A linha política adotada por Estevão, acrescenta o parlamentar, “era a de denunciar os desmandos, opressões e omissões das autoridades públicas de Nova Soure. Possuía grande presença nas redes sociais, tendo mais de 23 mil seguidores no Instagram, onde postava vídeos sobre a realidade dos novassourense e região. A preocupação com a coisa pública e com a melhoria das precárias condições de saúde, de moradia, o descaso com a cultura e outros problemas que afligem os moradores da sede e dos povoados do município eram os temas fundamentais de seus vídeos”.
Hilton aponta que como militante dos Direitos Humanos, Estevão Rodrigues denunciou uma série de homicídios que tem acontecido em Nova Soure e região desde 2018, afirmando que estaria sendo aplicada a pena de morte na cidade. O vídeo teve ampla repercussão e apoio dos moradores, o que teria desagradado muita gente, sendo tal gravação apontada por muitos como o evento que culminou com a sentença de morte de Estevão.
Estevão foi convocado à Delegacia Territorial de Nova Soure para interrogatório, em 24 de maio de 2023, tendo afirmando que sofria ameaças de morte.
Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante neste domingo (18/06) após confessar o assassinato dos dois filhos e do marido na cidade de Ilhéus, localizada no sul baiano. O triplo-homicídio ocorreu na noite de sábado (17/06) e chocou a comunidade local.
De acordo com relatos de testemunhas, a acusada teria colocado chumbinho na comida do homem, mas os filhos, um de 4 anos e outra de 1 ano, também ingeriram o alimento contaminado. Infelizmente, as vítimas não resistiram e faleceram no local.
O marido da suspeita foi identificado como Marcos Paulo Mendes Santos, de 23 anos, enquanto o filho mais velho atendia pelo nome de Benjamyn Kleyton Mendes Barreto Santos e a caçula era chamada de Rosymary Mendes Barreto Santos. A tragédia deixou a cidade abalada.
Após a consumação do crime, a mulher fugiu para a cidade de Uruçuca, onde se escondeu. No entanto, as autoridades agiram com agilidade e conseguiram detê-la. A suspeita foi conduzida à Delegacia de Ilhéus para prestar depoimento e responderá pelos crimes cometidos.
Este caso trágico deixa a comunidade de Ilhéus consternada, enquanto as autoridades investigam os motivos que levaram a mulher a cometer um ato tão brutal.